Diabetes: número de diabéticos quadruplicou desde 1980
- 9 de abr. de 2016
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O número de adultos que sofrem de diabetes quadruplicou desde 1980 e o problema afeta 422 milhões no planeta, devido sobretudo à obesidade, afirma o primeiro relatório global da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre a enfermidade crônica.
Em escala mundial, a OMS calcula que 422 milhões de adultos sofriam diabetes em 2014, contra 108 milhões em 1980.
A doença afeta 8,5% dos adultos, o que significa duas vezes mais que em 1980, devido sobretudo ao aumento dos fatores de risco, como o sobrepeso, que afeta um em cada quatro adultos, e a obesidade (10% dos adultos).
Em 2012, a diabetes matou 1,5 milhão de pessoas no mundo, mas é necessário acrescentar 2,2 milhões de falecimentos por doenças relacionadas à enfermidade, o que eleva o total a 3,7 milhões.
A progressão impressionante da doença é provocada pelos "hábitos alimentares das pessoas e seu modo de vida", destaca a OMS, que recomenda atividade física regular e menor consumo de alimentos com açúcar.
"A diabetes é atualmente um dos principais assassinos no mundo", advertiu o diretor do Departamento de Doenças Não Transmissíveis da OMS, Etienne Krug.
Diante da gravidade do fenômeno, a OMS decidiu fazer um apelo por ação contra a doença.
"Para progredir, devemos repensar nosso dia a dia: ter uma alimentação saudável, estar ativo e evitar engordar em demasia", afirmou a diretora geral da OMS, Margaret Chan.
Mais da metade dos diabéticos no mundo vive justamente no sudeste asiático e na região do Pacífico, onde os hábitos alimentares mudaram muito nos últimos anos.
Na região das Américas, o percentual subiu de 5% em 1980 a 8,3% em 2014, ou seja, de 18 milhões para 62 milhões.

"Acesso equitativo"
A doença e suas complicações "provocam importantes perdas econômicas para as pessoas que padecem da doença e suas famílias, assim como para os sistemas de saúde e as economias nacionais", afirma a OMS. De acordo com Krug, o custo direto supera 827 bilhões de dólares por ano.
A diabetes é uma doença crônica que se desencadeia quando o pâncreas não produz insulina (hormônio que regula o nível de açúcar no sangue) suficiente ou quando o organismo não consegue utilizar com eficácia a insulina que produz.
As possíveis complicações envolvem ataques cardíacos, acidentes vascular encefálicos, insuficiência renal, amputação de pernas, perda de visão e danos neurológicos.
Existem duas formas de diabetes: a de tipo 1, de causa desconhecida e que requer injeções de insulina, e a de tipo 2, que representa a maioria dos casos e é provocada pelo sobrepeso e o sedentarismo.
Segundo a OMS, o acesso à insulina, principal tratamento contra a diabetes, é desigual em função dos países.
"Se dispõe de insulina e de hipoglicemiantes orais de forma generalizada em apenas uma minoria de países de baixa renda", denuncia a organização.
Inverter a tendência
"Nos países de baixa e média renda com frequência não se dispõe dos medicamentos essenciais para controlar a diabetes, como os que reduzem a pressão arterial", ressalta a organização.
A OMS pede aos países que "melhorem o acesso equitativo" e adotem estratégias políticas de luta contra a doença.
A organização destaca "a enorme escala do problema", mas considera que a tendência pode ser invertida.
"Não há soluções simples para combater a diabetes, mas com intervenções coordenadas com múltiplos componentes podem ser obtidas mudanças importantes", conclui a OMS.
Por Yahoo Notícias
Tipos de Diabetes

Pré-diabetes
A pré-diabetes é um termo usado para indicar que o paciente tem potencial para desenvolver a doença, como se fosse um estado intermediário entre o saudável e o diabetes tipo 2 - pois no caso do tipo 1 não existe pré-diabetes, a pessoa nasce com uma predisposição genética ao problema e a impossibilidade de produzir insulina, podendo desenvolver o diabetes em qualquer idade.
Diabetes tipo 1
No diabetes tipo 1, o pâncreas perde a capacidade de produzir insulina em decorrência de um defeito do sistema imunológico, fazendo com que nossos anticorpos ataquem as células que produzem a esse hormônio. O diabetes tipo 1 ocorre em cerca de 5 a 10% dos pacientes com diabetes.
Diabetes tipo 2
No diabetes tipo 2 existe uma combinação de dois fatores - a diminuição da secreção de insulina e um defeito na sua ação, conhecido como resistência à insulina. Geralmente, o diabetes tipo 2 pode ser tratado com medicamentos orais ou injetáveis, contudo, com o passar do tempo, pode ocorrer o agravamento da doença. O diabetes tipo 2 ocorre em cerca de 90% dos pacientes com diabetes.
Diabetes Gestacional
É o aumento da resistência à ação da insulina na gestação, levando aos aumento nos níveis de glicose no sangue diagnosticado pela primeira vez na gestação, podendo - ou não - persistir após o parto. A causa exata do diabetes gestacional ainda não é conhecida.
Outros tipos de diabetes
Esses tipos de diabetes são decorrentes de defeitos genéticos associados a outras doenças ou ao uso de medicamentos. Podem ser:
Diabetes por defeitos genéticos da função da célula beta
Por defeitos genéticos na ação da insulina
Diabetes por doenças do pâncreas exócrino (pancreatite, neoplasia, hemocromatose, fibrose cística etc.)
Diabetes por defeitos induzidos por drogas ou produtos químicos (diuréticos, corticoides, betabloqueadores, contraceptivos etc.).
Sintomas de Diabetes

Principais sintomas do diabetes tipo 1:
vontade de urinar diversas vezes
fome frequente
sede constante
perda de peso
fraqueza
fadiga
nervosismo
mudanças de humor
náusea e vômito.
Principais sintomas do diabetes tipo 2:
infecções frequentes
alteração visual (visão embaçada)
dificuldade na cicatrização de feridas
formigamento nos pés e furúnculos.

Para mais informações sobre exames, diagnósticos e tratamentos acesse:
http://www.minhavida.com.br/saude/temas/diabetes












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